Cara da Rua

calendário

Human Calendar - veja que dia é hoje. É só procurar a única pessoa que olha para você, as outras 'datas' estarão olhando para o dia de hoje.

Time and Date

Filmes





domingo, 17 de janeiro de 2010

Deficiente brasileiro ganha vida nas ruas suíças







Enviado por Alexander Thoele - 18.12.2009| 14h25m


Deficiente brasileiro ganha vida nas ruas suíças


Ele está sempre nas ruas, faça sol ou faça chuva. A maioria dos pedestres interrompe a sua caminhada para assistir o show que apresenta: embaixadinhas com muletas. Muitas vezes caracterizado com a camisa da seleção brasileira, ele lembra que muitas crianças não tiveram a sorte de um Ronaldinho.


Porém o brasileiro Helton de Oliveira não quer a compaixão de ninguém. Ele vê seu trabalho como uma arte. Depois de onze anos na Europa, o informático de profissão agora planeja o retorno ao Brasil.


Por Alexander Thoele, Berna


Os termômetros em Berna já estavam marcando temperaturas negativas nessa tarde de 10 de dezembro. As lojas, já decoradas com motivos natalinos, estavam cheias de clientes. Centenas de pessoas caminhavam embaixo das marquises na rua "Aarbergergasse", uma das principais da capital suíça, em direção ao trabalho ou simplesmente por lazer. Porém um jovem postado na esquina chamava a atenção de muitos: deficiente físico, ele fazia intermináveis embaixadinhas com as suas muletas. A cada pausa, aplausos uníssonos.


Helton Pedro Severino de Oliveira tem 34 anos, mas aparente ter menos. Originário de uma cidadezinha no interior de Minas Gerais, ele já está há onze anos na Europa. Mas isso não significa que tenha perdido completamente o contato com a terra natal. "Anualmente volto ao Brasil, quase sempre no final do ano. Tenho uma família grande por lá: mais de quarenta pessoas", conta.


Desde que partiu, o brasileiro exerce o que ele considera um trabalho em várias metrópoles europeias. "A cada ano que volto, escolho um país diferente para ficar. O importante é não ficar muito batido para as pessoas". Porém a ideia de se tornar artista de rua veio de amigos. "O que me atraiu para cá foram outras pessoas que já faziam esse tipo de coisa. São deficientes como eu, amigos que já conhecia de lugares como clubes esportivos para deficientes no Brasil", revela Helton, confessando ter tido paralisia infantil após dois meses de nascimento. Ela também não esconde que o problema veio das deficiências do sistema brasileiro de saúde. "Eu morava em uma fazenda de difícil acesso e naquela época a história da vacinação não era tão divulgado como hoje".


Atuação na Copa


Muitos passantes reconhecem a sua origem, sobretudo pelo costume de utilizar camisas da seleção brasileira. Durante a Copa do Mundo até se apresentou na Alemanha com todo a aparato de um jogador. Na sua frente, um copo lembrando a lendária taça Jules Rimet, onde as pessoas colocavam o dinheiro. A reação do público é geralmente positiva. "As pessoas são muito simpáticas. Elas valorizam o meu trabalho. Eu nunca sofri racismo também", conta Helton. De todas as cidades suíças, a sua preferida é Genebra. Razão: o grande número de turistas e, possivelmente, a maior generosidade dos habitantes da cidade de Calvino, o fundador do Protestantismo.


Talvez por isso é que, financeiramente, seu trabalho nas ruas traga frutos. Em poucos minutos acompanhando as suas embaixadinhas várias pessoas apareceram e colocaram moedas e latas na latinha a sua frente. Perguntado se ganha o suficiente para viver, ele faz baixo perfil. "Depende muito. Tem dia que não ganho nada e outros em que vale a pena ter feito a viagem. Até hoje deu para suprir minhas necessidades", explica Helton, revelando depois tirar entre 80 e 90 francos por dia, o que corresponde a aproximadamente 140 e 154 reais. O dinheiro é economizado por ele com grande esforço, já que evita gastos não necessários ou até mesmo o lazer.


Porém até pessoas como ele não levam tudo para casa. O Estado cobra a sua parte. "Para você trabalhar como eu nas ruas é preciso passar pelas autoridades. Eu tenho que pegar todo dia uma autorização nas cidades onde estou e pagar por elas. É um trabalho normal. Tenho de pagar para poder exercer minha profissão", explica. Em Berna são 10 francos por dia (18 reais). Isso obriga Helton a acordar ainda de madrugada para ir aos diferentes órgãos das cidades em que irá aturar. "Dependendo da cidade, vou à Polícia de Comércio ou Polícia de Estrangeiros. Faço fila, pago as taxas e depois começo a atuar."


A concorrência é grande nas ruas. Durante o período de festas, centenas de músicos, grande parte deles ciganos de países como Hungria ou Eslováquia, mas também artistas circenses e mesmo pedintes - que são fortemente combatidos pela polícia. As regras são duras para todos eles. "Eu só posso ficar algumas horas no mesmo ponto. Depois tenho de mudar para outro lugar", revela o brasileiro, acrescentando também que essa medida existe para evitar que o lojista escute a mesma música ao mesmo tempo. "Sobretudo no caso dos ciganos", brinca.


Volta definitiva ao Brasil


Por enquanto a concorrência para Helton ainda é reduzida. Segundo seus cálculos, em toda Europa existem apenas mais três deficientes que ganham a sua vida fazendo embaixadinha nas ruas. E todos eles se conhecem. "Somos amigos. Um é mineiro como eu, o que me trouxe para cá, o outro vem de São Paulo e um do Rio de Janeiro". O fato de todos serem brasileiros tem, em sua opinião, alguma coisa a ver com a habilidade desse povo com a bola. "O fato é que não encontrei ainda nenhum europeu".


O trabalho é duro. Helton faz poucas pausas e está sempre de pé, apesar de ter uma perna mais curta do que a outra. Sua energia vem, possivelmente, dos seus planos. Depois de onze anos no exterior e a separação da sua ex-esposa brasileira, ele agora planeja retornar definitivamente ao Brasil. Informático de profissão, o brasileiro sempre procurou se atualizar através de cursos à distância ou leitura de livros. "Nessa área você não pode ficar parado", reforça.


Durante os últimos anos ele percebeu que a economia brasileira estava melhorando. Se tudo der certo, e com o pé de meia feito nos vários anos de embaixadinhas, Helton quer procurar um emprego na sua terra. Seu maior sonho é estar, enfim, perto das pessoas que tanto gosta, mas dessa vez com otimismo. "O Brasil não é o país do futuro?".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

DESEJO - Recebido por email do amigo JOEL

Desejo - Flávia Wenceslau

Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom

Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar

Eu te desejo a paz de uma andorinha
No vôo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre, te faça sonhar

Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar

Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô

Histórico de solidariedade -

Histórico de solidariedade – algumas reflexões

Os gestos de solidariedade social individual e espontânea organizaram-se gradativamente em entidades beneficentes, destinadas a amparar crianças e adolescentes necessitados. Um exemplo pioneiro desta linha de ação foi a criação da "Roda dos Expostos" por Romão M. Duarte em 1732, no Rio de Janeiro, que recebia os bebês abandonados. Essas atividades filantrópicas foram corrigindo seus erros e se aprimorando. No século XX amadureceu a idéia de que estruturas políticas econômicas determinavam as condições sociais que explicavam o pauperismo de grande parte da população, com conseqüências na saúde das crianças e adolescentes. Nasceu o Estatuto da Criança e do Adolescente, de 12 de Outubro de 1990, reiterando o artigo 227 da Constituição Federal: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a vida, a saúde, a alimentação, a educação, ao lazer, a profissionalização, a cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão".

Críticas da atividade das entidades sociais alegam que elas não resolvem os problemas básicos, servindo de amortecedoras de conflitos sem solucioná-los verdadeiramente. A essa alegação pode-se contrapor que é impossível deixar de ajudar a quem precisa no momento em que isso é necessário. Pode-se deixar de socorrer um atropelado em acidente de transito, mesmo sabendo que é preciso construir uma passarela no local? Corre-se o risco de assumir uma atitude niilista, com o sentimento de que o problema ultrapassa os limites da ação individual. A isto se deve contrapor que a realidade social é construída por seres humanos e por eles pode ser modificada, a partir da tomada de consciência individual. Além do mais, o conjunto depende do somatório de ações individuais e não se pode abrir mão da responsabilidade pessoal. A atividade profissional individual deve ser complementada por atividades de outro nível, que contribuam para aperfeiçoar a sociedade. E mais: Não se constrói uma civilização grandiosa visando apenas os lucros imediatos e interesses pessoais. As obras de valor só amadurecem na posteridade. Só os nossos filhos ou netos poderão usufruir a reforma que hoje fizermos. Não é suficiente só evitar a morte de milhares de crianças. É preciso conseguir a sua recuperação física, intelectual, moral e espiritual, a fim de se tornarem personalidades úteis a si, à comunidade e ao país, contribuindo para o desenvolvimento da humanidade.

O positivo desse quadro assustador é que ele motiva as pessoas a se organizarem e acharem soluções principalmente na sociedade civil organizada. Igrejas, ONGs, alianças e movimentos agregam milhares de pessoas em ações de assistência e promoção social. O Brasil é um dos países com o maior numero de ONGs no mundo: educação infantil, centros comunitários, asilos, creches, abrigos para crianças abandonadas e portadoras de deficiências ou de HIV, etc. Existem projetos de protagonismo juvenil, de saúde, cultura, lazer, profissionalização, luta pela moradia, pela terra, pelos direitos humanos, pela paz. É impressionante ver quantas pessoas e instituições mobilizam-se, principalmente das classes media e baixa.

O poder publico, por sua vez, tem programas e projetos como o "Fome Zero", de juventude, de segurança pública, além de melhora da educação, graças ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a nova LDB (Lei de Diretrizes de Base para Educação), melhoria de atendimento à saúde graças à implantação do PSF (Programa de Saúde da Família), auxilio moradia, bolsa trabalho, "começar de novo", "renda mínima", seguro desemprego e tentativas de democratização por meio do orçamento participativo. Infelizmente, o resultado desses programas não tem sido suficiente para mudar significativamente a situação social no Brasil.

O segundo setor (empresas) descobriu a sua responsabilidade social. Lamentavelmente os resultados práticos ainda são por demais tímidos ou com interesses conflitantes. Existe a Abrinq, Fundação Ethos, Civis, e outras redes que incentivam principalmente os empresários a assumirem seu papel social. Infelizmente ainda estamos somente no inicio desse movimento.

Resumindo, podemos pensar que essa recuperação do Brasil depende de:


Esforço de empatia e consciência de cada um.
Esforço de se juntar em comunidades solidárias, isto é, da sociedade civil organizar-se.
Diálogo e cooperação entre os três setores da sociedade (empresas, governo e organizações não governamentais).
Criação de políticas publicas de inclusão a nível nacional e internacional.
Os fóruns sociais mundiais, nacionais e regionais são tentativas nessa direção e o Brasil é um dos maiores promotores dos mesmos.

por U. P. Trier, extraído do artigo "Uma janela para o desconhecido"
http://sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Projeto da Prefeitura de SP inspira cenografia de novela

http://br.noticias.yahoo.com/s/14122009/25/entretenimento-projeto-da-prefeitura-sp-inspira.html


É comum que toda novela a se passar em São Paulo prometa mostrar uma "São Paulo nunca vista antes na TV". Mas é capaz que "Tempos Modernos", que substituirá "Caras & Bocas" em janeiro, na Globo, cumpra mesmo a promessa. É que a trama escrita por Bosco Brasil e dirigida por José Luiz Villamarim vai mostrar o centro da cidade de uma maneira bem próxima à do projeto de revitalização da Prefeitura.

PUBLICIDADE


O assunto foi tratado ainda na fase de preparação da novela, há cerca de dois meses, numa reunião entre representantes da Globo e do governo municipal, entre eles o secretário de Cultura, Carlos Augusto Calil.


Na versão da novela, o centro paulistano é chamado pela produção de "lúdico". Não é necessariamente limpo, mas tem como marca principal a ocupação por todo tipo de manifestação cultural - exatamente como se espera que aconteça na vida real. Por isso, por exemplo, em vez de uma grande loja de calçados ao lado da Galeria do Rock, a equipe cenográfica criou uma charmosa livraria. Na mesma calçada, onde na vida real funciona um cinema pornô, haverá um cinema tão charmoso quanto a livraria fictícia - e com filmes do circuito comercial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Havia um natal ontem na esquina de minha rua.
Era um Natal magro, esquálido, seco como essas rosas desidratadas em vasos pálidos de salas escuras.
Era uma festa cheia de rugas na cara e tinha jeito de velhinho de asilo que nunca toma sol...
Não havia como conversar com o Natal na esquina de minha rua.
Estávamos sós - eu e a festa.
Desiludidos nós dois e iludidos ao mesmo tempo pois acreditávamos em lendas e luas no brilho colorido das luzes, naqueles risos infantis que ardiam afinados em nossos ouvidos carentes de futuro.
O Natal tinha um ar cansado e resto de sorriso nos lábios uma incontida vontade de ganhar um presente - e dar também - de receber um abraço, de oferecer um afeto, de descortinar cortinas mil de sentar em paz e ver uma vez extinguir-se em silêncio sob o silêncio da noite imaculada.
Estávamos doidos nós dois. A felicidade se comprimia somente dentro das casas.
Boêmios eu e ele - o Natal - nas calçadas frias da noite.
O feriado de fim de ano, a mesa posta, os laços coloridos.
Sem nada, sem dinheiro, nem histórias, nem vaidades resgatávamos nossos passados em busca de ilusões.
Ah, os retalhos que encontramos, fizeram-nos rir de nós mesmos.
E assim bebemos nossa alegria e conversamos a noite toda e nos tocamos e nos apoiamos mansamente, amigamente, sinceramente.
Havia um Natal ontem na esquina de minha vida

Autor- jornalista, letrista e poeta, José Carlos Leite.

publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque

Barriga vazia


As ruas são frias,

mendigas o pão,

procuras ajuda,

em algum coração.

Caminha sozinho,

triste a solidão...

Cadê a esperança,

cadê a alegria,

embargou-a na trilha

do meio-dia,

porque ja não sabes

contar os teus dias,

reclama a fome,

barriga vazia!

E sai pelas ruas,

seguindo na trilha

de noite e de dia,

barriga vazia!

Ja não sabes mais contar

os seus parcos dias...


quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Um Por Um
de Dennis Downing
www.iluminalma.com.br

A caminho de Jerusalém, Jesus passou pela divisa entre Samaria e Galiléia. Ao entrar num povoado, dez leprosos dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distância e gritaram em alta voz: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!” Ao vê-los, ele disse: “Vão mostrar-se aos sacerdotes”. Enquanto eles iam, foram purificados. Lucas 17:11-14

Segundo a Lei, leprosos tinham que manter uma distância entre eles e qualquer outro cidadão, gritando que eram imundos (Lev 13-14). Parece uma terrível injustiça, não é verdade? Todavia perguntamos – por quantas pessoas será que passamos todos os dias que se vêem como excluídas e marginalizadas pela doença ou pobreza ou pela simples aparência? Será que estamos atentos para seu grito de socorro?

Se estranhamos as proibições e barreiras da lei para com os leprosos, por que será que não estranhamos as proibições dos costumes e barreiras da nossa sociedade? "Flanelinha", "cheira-cola", "morador de rua". Por que não nos chocamos com nossos próprios preconceitos? Há pessoas bem perto de nós que precisam de Jesus. Elas clamam por ele debaixo de viadutos, nas macas dos hospitais públicos ou sozinhas em bancos de praça e paradas de ônibus.

Se estamos prontos para sermos pés e mãos de Jesus, será que estamos prontos para sermos seus ouvidos e sua voz? Um sanduiche e copo d'agua. Um kilo de arroz ou feijão. Você não pode eliminar a pobreza ou acabar com a exclusão social. Nem Jesus tentou fazer isso. Mas, em nome dEle, você pode ajudar um pobre, um excluído. Isso não mudará o mundo. Mas, pode mudar o mundo de um. E foi assim que Jesus agiu - um por um.

Oremos: misericordioso Pai, abra nossos ouvidos e toque os nossos corações na próxima vez em que um dos seus filhos clamar por Jesus. Purifique a nossa vista para que possamos enxergar as lágrimas de seus filhos. Não podemos operar milagre nenhum, senão aquele do amor incondicional e que vence todas as barreiras que Jesus teve para conosco quando jazíamos na impureza dos nosso pecados. Que possamos ser instrumentos de compaixão e cura espiritual. Que Jesus possa nos usar. Em nome de Jesus oramos, amém.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Criança de rua.
Autor: WILSON CARLOS ROBERTO
Espaço Literário
O Melhor da Web



Pelas ruas da cidade
Uma criança a caminhar.

Segue sem rumo, distraída.
Nos olhos, uma lágrima a rolar.

Falta pão, solidariedade.
Falta casa. . .Não tem onde morar.

Solitária, como um beija-flor.
Pelas calçadas a mendigar.

Leva consigo, na alma. . .
A incerteza, o medo de sonhar.

O hoje é um presente, tão ausente.
O amanhã, talvez nem virá.

Pelas ruas da cidade, esquecida.
Uma criança perdida. . . Sem vida.

E nós, o que fazemos? Falta amar.
Falta amor. . . Para a vida suscitar.

sábado, 3 de outubro de 2009


Dia de jogo.


Domingo.
Tempo quente.
Tudo parece calmo...
Nada de novo, por enquanto.

Daqui a pouco começa o jogo.
Começam a chegar.
Insistem entrar.

- Futebol senhora, ora!

Procuro manter a serenidade.
(Ter muita paciência, agora,
ainda é pouco.)

- Mas senhora...é dia de jogo!

Observo.

Os homens trazem consigo o ar
enfadado de mais um dia do
não-fazer-nada!
Na voz o tépido cheiro do
álcool.
Pondero.
Não possuem nada!
Vieram para cá trazendo a
solidão em uma sacolinha
de mão.
É deles essa realidade!

- Entra Raposinho,
Laurival,sr.Manoel...
(É preciso descontrair)

- Vou utilizar bafômetro
no dia de jogo heim!!

(risos)

Meu coração aperta.

Mais um dia do não-fazer-nada!
Alguns nutrem a esperança no
dia de amanhã.
Quem sabe...volte para
a família,
encontre trabalho,
forças para largar o vício...
Quem sabe...
Queria ver todos felizes.

Clima / Tempo

Caixinha de Promessas

Pesquisar este blog

Seguidores

Notícias

Powered By Blogger

Pensamentos

Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas.
Eduardo Galeano


O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Martim Luther King

"É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém, dar por haver apenas compreendido".

Kahlil Gilbran.

A felicidade de grandes Homens consiste em levar amor e solidariedade a quem necessita.

Walyson Garrett


whos.amung.us